Chama de Amor Viva


sábado, 21 de Novembro de 2009

novos caminhos...


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«Para ir a novas terras tomam-se caminhos novos, não sabidos
nem experimentados, tendo a Deus por mestre e guia»
[São João da Cruz]

… em atalhos de silêncio, despojada de tudo
redescubro o Seu silêncio
avassalado pela Chama do Espírito Santo…
oh! eterna certeza, és tudo para todos…
oh! amor incondicional, doce chama…
oh! palavra acolhida, o quanto Te calas em quem te ama!

domingo, 15 de Novembro de 2009

Façamos: Silêncio no Teu silêncio…



«A maior necessidade que o ser humano tem é estar calado diante de Deus, com a mente o coração, porque a linguagem que Ele melhor entende é a do calado amor.» [S. João da Cruz]

Façamos Silêncio no Todo silencioso. Façamos silêncio no Mundo que nos abraça. Façamos silêncio para que possamos prosseguir caminho… façamos silêncio para que nos sintamos seguros a Seu lado… Façamos silêncio!... É este silêncio de amor que se deve tornar mais convincente do que qualquer tese de doutoramento, do que qualquer palavra, do que qualquer dos quaisquer que nos cercam e que não nos permitem fazer silêncio n´Ele… Que o silêncio nos deixe escutar a voz do Verdadeiro silêncio. Que esta retine fortemente em nós!

Faça-se silêncio!

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

O sacerdote, vive o que ensina!


Divino Espírito, silencioso mistério infinito… que todos os sacerdotes Te busquem, fortifiquem as suas vidas na verdade do Evangelho e sejam sinais de fé para a humanidade. Divino Espírito, alma da nossa alma, que os sacerdotes encontrem a esperança na profundidade da «fonte que mana e corre», no Teu doce, terno e eterno amor para que possam prosseguir a missão a que foram chamados! Divino Espírito, envolve-os, alumia o mundo sacerdotal com a força da Tua luz para que eles vivam de Ti e em Ti semeando no Mundo a autenticidade do Teu Amor! Ámen.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Um jardineiro...

Um jardineiro, todas as manhãs tratava do seu jardim. O seu jardim era o mais belo dos jardins. Um jardim provido de uma extraordinária beleza, nele se refugiava e com ele conversava e crescia em cada novo dia. Guardava e (re)encontrava alegria para viver, um olhar especial o inundava de graça ao saber-se nele... Durante todo o ano, o visitava e trazia presente no seu pensamento. Nenhuma estação do ano o derrubava, nem mesmo o rigoroso e gélido Inverno. Neste jardim as distintas flores cresciam, os pássaros e todos os animais do campo cursavam cada recanto, conheciam o seu jardineiro e ele entregava-se a eles enraizando-se. Em cada lugar vazio, brotava a vida!
Certo Inverno, o jardineiro deixou de vistoriar, percorrer o seu jardim, descuidou o amor que lhe tinha, hospedou-se em outros que não ele… E o jardim? O especial jardim? O seu jardim? Ele não cuidou dele. Ninguém mais cuidou dele. As flores murcharam, não eram regadas, o verde perdera a cor, a relva não era aparada, os pássaros deixaram de chilrear, não apareciam, não alimentava os animais, não conversava com as flores…nada, nada, nada… Nada nem ninguém tinha vida? O que teria acontecido ao jardineiro? Acabara de trabalhar a terra, estaria concluído o seu trabalho? Deixara de amar? Deixara de ver nas criaturas meios para o auxiliarem a conseguir o fim. Como poderia ficar indiferente?
O jardineiro, deixara de cuidar do seu jardim, perdera o encanto... Ao redor do seu jardim via que o mais belo dos jardins de outrora, o seu, tinha perdido a beleza. Quem o despertaria para a realidade? Ao redor, os outros jardins cresciam com um especial brilho, o brilho que cada um dos jardineiros depositara... mas, o seu, o especial jardim de que o conto conta, o mais belo dos jardins morria, por não encontrar a vida! O jardineiro desfalecia ao ver como tinha deixado desfalecer o seu jardim!
A ausência do seu «prestador de cuidados», o jardineiro, a ausência das suas sinceras palavras que germinavam da humildade do seu coração, originara a morte do jardim… As lágrimas silenciosas que corriam em seu olhar eram a linguagem presente de tempos ausentes, eram a linguagem do seu coração que sangrava, por ter originado a morte do seu jardim. O jardineiro, não cuidará do seu jardim e o seu jardim morrera!

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Sublime luz da união divina

«Reparemos bem neste ponto: mesmo não havendo perigo algum de cair na ilusão, é sempre preferível não desejar a inteligência de verdades claras com referência à fé, a fim de conservar-lhe o mérito em sua pureza e integridade, e também para chegar através desta noite do entendimento à sublime luz da união divina.” [São João da Cruz]

Hoje, no dia da comemoração dos fiéis defuntos, somos inundados de coragem, para que, de um modo especial, «fechemos para balanço» …somos convidados a parar, somos seduzidos a rever o nosso caminhar e a despertarmos do sono em que muitas das vezes andamos… Paramos para reflectir acerca de como anda o nosso caminho de conversão para que um dia possamos contemplar «a sublime luz da união divina». Porque nos predispomos a amar, viveremos para sempre…participaremos do errante amor de Deus. De-mos a Deus o nosso tempo, pois se queremos caminhar plenamente da vida de Deus lá no Céus, comecemos a caminhar em Deus no meu do Mundo! Porque tal como nos deixou legado São João da Cruz: «no ocaso da vida seremos julgados pelo amor» …Preparemos este caminho em verdade e com verdades claras…

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Profundo do Ser...



En lo más profundo del Ser
El alma se enamora,
Vive, siente y llora.
En los caminos perdidos
Muchas veces feridos...
En cada montaña que aparece
Algo queda por desvendar,
Se siente una presencia escondida,
Que no se cansa de procurar.
La incerteza de la verdad se esconde
En la línea del horizonte,
Permaneciendo en los momentos
De soledad y ya no se siente
La frescura de la eterna fuente.
El enamoramiento es un querer quedar,
Teniendo presente un pretender,
Que deja renacer la eterna palabra: Amar!
[VP – 2002]

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Entrando mais adentro na espessura

Aceitar o convite do mestre João da Cruz, entrar mais adentro na espessura é para valentes. É para corajosos serenos que querem alcançar a meta a que ele propõe. Este mestre tem um Mestre que é o único caminho que nos leva até a paternidade do amor, o Pai, «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim» [Jn 14,69]. Quem se predispõe a caminhar é capaz de partilhar o nada que leva e o tudo que encontra no caminho, este encontro é conseguido quando de «mãos abertas e vazias», nos deixamos aventurar. Mesmo que nada levemos... a infinidade do que levamos no olhar é o suficiente para continuarmos a entrar e a aproximarmo-nos desta espessura? Neste andar, muitos são os obstáculos que nos surgem... outra margem, outro passar de ponte, outro romper de barreira, tudo dificulta a serventia e o tentar compreender palavras sábias desta «brisa terna e suave no meio de uma noite que nos leva mais longe»!Quando nos propusermos a por no caminho, os obstáculos que ocultamos em nós, veremos o quanto ganhamos, abrimo-nos a outras realidades sentiremos o gozo estando na presença do mestre. Entrando mais adentro na espessura, silenciaremos: «ò bosques de espessuras, plantados pela mão do meu Amado, ò prado de verdura, de flores esmaltado, dizei-me se por vós terá passado?» Caminhando e deixando-nos estar no encontro com Ele, encontramos o centro. Nesta trajectória já não encontraremos mais obscuridade. Encontraremos tesouros, e neste estado presente e encontrado, recolheremos as flores e levaremos um estado de graça incondicional difícil de entender e explicar por palavras. «O reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo» [Mt 13,44]... Saberemos o quanto significou passar, romper fronteiras até esse amor nos encontrar. Ele saiu de si e veio à procura de um nós?… Neste devir damo-nos conta de uma verdade maior que procura a quem procurado se encontra.... Na silenciosa noite, presença do encontro, o ânimo encanta pois a este é atribuído um outro valor... Oh! Via de amor… que nos circunda... Entremos mais adentro na espessura…